Sandrina

Gostava que a pequena alentejana ganhasse esta noite, claro; embora ela tenha esse pequeno toque antipático. Não foi ela que disse logo no início, nas costas de Soraia, que a mesma não podia ser nada pobre, com essa peruca de cem euros?
Espera lá! Não foi ela que quis acabar com os preconceitos?
“Não tens dinheiro? E ´tás a beber uma jola, pá?”

Se há uma pessoa que não tem um lado tóxico, deve ser a Soraia. Seria bom se uma pessoa boa ganhasse, não é, para variar.
Mas não vai acontecer porque nós, humanos imperfeitos, sempre conseguimos encontrar um aspeto negativo. Neste caso: ela é boa demais. Ahahahah! Nem deixávamos o próprio Jesus ganhar o jogo!

Como?

Não, o outro.

Noélia era uma boa escolha também, acho eu.

Não quero dizer, que o Diogo não mereça ganhar, depois vinte anos de planeamento. Mas prefiro que uma mulher ganhasse.

Desculpe?

Sim, prefiro uma mulher. Chame-me esquisito! 🙂

Aliás, sempre se atribui esse conceito do programa Big Brother aos holandeses Joop van den Ende e John de Mol (ENDEMOL), mas eu penso que o Jean Paul Sartre o inventou no seu livro Huis Clos — em português, Entre Quatro Paredes.
Um grupo de pessoas que acabaram de morrer, chegam numa espécie de purgatório… pensam! Mas afinal, quando alguma delas fica enervada e tão farta da presença das outras que quer mesmo sair, descobre que a porta está… fechada — huis clos.
“Espera lá, isto não é o purgatório… isto é… isto é… isto é… o próprio inferno, pá! O inferno… são OS OUTROS!”

Desculpe?

Sim, o termo Big Brother vem do livro 1984 do George Orwell, publicado uns anos depois.

Seja como for, gosto muito daqueles programas que estão muito reveladores do caráter das pessoas. É interessante.
O final é geralmente um anticlímax. Vamos ver!

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