Noélia e a homenagem às mulheres visíveis

Tenho a impressão que as mulheres no mundo ocidental só são vistas quando se escondem sob uma camada espessa de tatuagens, creme e silicone. A tragédia das mulheres valentes que não se escondem, é que muitas vezes só são vistas quando não as veremos mais. Quando é tarde demais o valor delas é reconhecido — amor adiado, homenagem póstuma. Pelo menos em Portugal o público começa a ver — pelos olhos do Savate e pelas gafas escuras do Quinaz — o valor da mulher que se mostra.

Não seria uma boa homenagem às todas as mulheres que não se escondem, se a Noélia ganhasse o final?

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